COROA

 

COROA

( crown )

Through an extremely perpendicular dance, Ana Pi invites the audience to appreciate the firmness of a standing body; a body that defies gravity, the law of gravity that operates over all bodies, but also gravity that operates only on some bodies. The name of this dance is COROA (crown), but could also be called “plumb line”, “para-ray” or “vertex”, but it is COROA.

The crown here alludes to those of the folias, reisados and congados (Brazilian Black Diaspora cultures), this object that opened space for an entire community to reorganize their heads and continues to do it until now. The crown is also one side of the same coin, a long time ago called by ship, which decides, which determines the course of a future.

The dimension of prayer, this thin line that is placed between two hands is invoked by the vigorous movements of this dance belonging. The verticality of the dancing body here also celebrates the great circle of which it is a part, a great circle of living, ancestral, missing and invisible black bodies. The body is no longer one, there are umpteen and all those bodies are revered, temporalities overflow.

COROA activates various ideas of the black brazilian body image, more specifically of black brazilian women, in order to provoke complexity in this terrain of often limiting representations.

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MASTERING: Jideh High Elements

TECHNICAL MANAGER and PHOTOGRAPHIES: Palestina Israel

CONCEPTION, PRODUCTION and PERFORMANCE: Ana Pi

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PREMIÈRE : 4/7/18 – São Paulo

14a. VERBO mostra de performance arte / galeria VERMELHO

COROA na VERBO // 14a Mostra de Performance Arte // 4/7 galeria vermelho 20h30

Ana Pi
COROA
2018
Coreografia
150’
Através de uma dança extremamente perpendicular ao chão Ana Pi nos convida a apreciar a firmeza de um corpo de pé. Um corpo que desafia a gravidade, a gravidade da lei que opera sobre todos os corpos, mas também a gravidade que opera apenas sobre alguns.

O nome desta dança é COROA, poderia ser também fio de prumo ou pára-raio ou vértex, mas é COROA.

A coroa aqui faz alusão àquelas das folias, reisados e congados, objeto que deu passe para que toda uma comunidade desplantada pudesse reorganizar suas cabeças e que o faz até os dias de hoje. A coroa é também um dos lados de uma mesma moeda, em tempos remotos chamada de navio e que define, que decide, que determina os rumos de um futuro.

Os tesos movimentos dela, desta dança, convocam a dimensão da reza, desta linha fina que se coloca entre as duas palmas da mão. Linha que nos impõe ficcionar e acreditar, tornar, a partir daí, visível. A alta tensão é um estado permanente de corpo, vetor entre o ponto mais alto e o mais profundo, o ápice e a raiz.

A verticalidade do corpo que dança aqui também celebra a grande roda da qual ele faz parte, grande roda de corpos negros vivos, ancestrais, desaparecidos e invisíveis. Ana Pi gira ao infinito por si e por todos os outros, os reverencia e ora por tempos tenros. O seu corpo não é mais um, são vários, temporalidades transbordam.

COROA ativa várias idéias de imagem do corpo negro, mais especificamente das representações de mulheres negras, no intuito de provocar complexidade neste terreno de representações limitantes.

COROA é um desenho coreográfico circular para um espaço largo e chão liso. Cada uma de suas fases tem 30 minutos de duração, repetidas 5 vezes ao dia. Usa pigmentos em pó e há semi-nudez.


Apoio: Institut Français em Paris, Institut Français do Brasil e Consulado Geral da França em Sao Paulo.

Data, horário e local: quarta-feira, 4/7, das 20h30 às 23h, Sala 1, Galeria Vermelho.

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NoirBLUE filme // na UFMG

[DO IMPERATIVO CONTINUAR A MOVER COM DOR]

Essa foi a primeira vez que fiz algo em Belo Horizonte e que meu o meu pai não esteve na platéia sorrindo, embora o buscasse internamente nas cadeiras do auditório, continuei com ele no coração.

Ao lado desse meu coração que batia tão forte e que bate triste, o coração luminoso da minha adorada mãe Maria Aparecida Moura, dividindo comigo esse momento preto ainda tão raro, foi lindo ter conversado sobre cinema e vida, experimentado a UFMG com ela de mais uma nova forma. Te agradeço sempre muito mãe, que bom você estar aqui.

Agradeço ao Professor Eduardo de Jesus pelo convite de participar da sua disciplina na Formação Transversal em Direitos Humanos! Agradeço minha tia Mylia Mary por estar me dando tanto a mão nesse momento tão tenso. Minhas amigas Val, Iza e Terezinha por terem vindo me dar um cheiro. Agradeço ao Palex Israel por essas fotos preciosas, por ter me assistido tanto nesses processos fortes todos. É nós.
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AGENDA POR VIR:

04 julho COROA (performance inédita)
na VERBO // São Paulo
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21&22 julho CORPO FIRME (oficina)
no MASP // São Paulo
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28 julho NoirBLUE (filme performance)
no instituto TOMIE OHTAKE // São Paulo
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01&03 agosto NoirBLUE (filme performance)
no CCV // São Luís do Maranhão
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em agosto, data a confirmar, NoirBLUE (filme)
em Belo Horizonte
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23 agosto NoirBLUE (filme)
no TransIncorporados // no Rio de Janeiro

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FACE À TERRE // dans6t

En création de FACE À TERRE de Bouziane Bouteldja (cie Dans6t).
Répetitions au Théâtre Jean Villar de Vitry-sur-Seine et au Centre Chorégraphqie National de Belfort – Viadanse.

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piece choregraphique pour deux danseurs et un chanteur

Direction artistique : Bouziane Bouteldja

Chorégraphie : Bouziane Bouteldja en collaboration avec Ana Pi

Chant : Bastien Picot

Musique : Arnaud Vernet Le Naun

Création lumière et scénographie : Cyril Leclerc

Création costumes : Mathilde Marie

Regard extérieur : Elsa Poissonnet

Collaboration artistique et production : Gilles Rondot (crédit photo)

Trans, cyborgs, avatars et gaming postcolonial // le 21 mars 2018 à 19h // Paris

rencontre

Afrocyberféminismes #2

https://gaite-lyrique.net/afrocyberfeminismes-2

afrocyberfeminismes

 

Cette séance aborde la question des corps technologisés, de la représentation online et dans les mondes virtuels et de la réappropriation du jeu vidéo pour proposer des contre-récits ou des gameplays alternatifs.

Conférences

Elsa Dorlin [FR] est professeure de philosophie politique et sociale à l’Université Paris 8. Elle a dirigé Black Feminism : anthologie du féminisme africain-américain, 1975-2000 et est co-autrice de Penser avec Donna Haraway. Elle lie la figure ironique du cyborg, détournée par Donna Haraway, au Black feminism.

Mehdi Derfoufi [FR] est chercheur, critique de cinéma, enseignant en études cinématographiques et game studies. Il travaille actuellement sur un ouvrage consacré au gaming postcolonial et fera découvrir une liste de jeux non-occidentaux.

Performance

Ana Pi [BR] artiste, danseuse contemporaine et chorégraphe brésilienne, chercheuse en danses urbaines. Sa performance NOIRBLUE (extrait de matière) s’inspire de son solo qui crée une navigation atlantique entre deux couleurs, la couleur noire de la peau et le pigment bleu outremer.

Um filme &

NoirBLUE – les déplacements d’une danse (26min26 – 2017)

Film présenté au Centre Georges Pompidou, le 7 décembre 2017, pour une carte blanche où j’ai pu avoir le grand plaisir d’inviter à me rejoindre:

It’s about another way (2017, 10’47) de Fabiana Ex-Souza

I need this in my life (2016, 10’) de Fannie Sosa

Blue Bleu (2016, 9’52) de Julien Creuzet

https://billetterie.centrepompidou.fr/resources/samp/CGP/CGP_1718___VD___FILMS_DE_DANSE_DECEMBRE_4xW1C4CwFvgQsSfVh2nwjpbCJU=.html

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Le Tour du Monde des Danses Urbaines par Ana Pi // #5 year

Cet année 2018 la conférence dansée est déjà allée à:

9 janvier 2018
Théâtre de l’Arsenal Val de Reuil + atelier 2h le 9

22 janvier 2018
CDCN Toulouse / Occitanie Espace Roguet

24-25 janvier 2018
Centre Culturel de Limoges

26 janvier 2018
Ville de Feytiat (en lien avec Limoges)

30-31 janvier 2018
Salle Brassens Camus / Lormont partenariat La Manufacture CDCN d’Aquitaine

1er-06 février 2018
Montauban – Moissac & Labastide-St-Pierre
en partenariat avec le CDCN Toulouse / Occitanie

émoi

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